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domingo, 28 de setembro de 2014

Onde Está a Paz




Canalizado por A Monada
27.09.2014

"Mesmo que, um dia, se conseguisse suprimir todos os exércitos e todos os canhões, no dia seguinte os humanos inventariam outros meios para se guerrearem. Não é suprimindo alguém ou alguma coisa no exterior que se pode restabelecer a paz. A paz é, em primeiro lugar, um estado interior, e é nele mesmo que o ser humano deve começar por suprimir as causas da guerra.

Enquanto ele for habitado pelo descontentamento, pela revolta, pela inveja, pelo desejo de possuir sempre mais, o que quer que ele faça não só alimentará no seu íntimo os germes da desordem, como semeará esses germes por toda a parte à sua volta.

Quem come e bebe o que quer que seja faz entrar no seu organismo certos elementos nocivos que o tornarão doente. E, então, que paz pode ele ter depois de estragar o seu organismo? No plano psíquico existe a mesma lei: se ele engolir todo o tipo de pensamentos e de sentimentos, ficará doente.

A paz também é, pois, consequência de um saber relativo à natureza dos alimentos que o homem “ingere” no plano psíquico. Ela só pode instalar-se naqueles que se esforçam por se alimentar de pensamentos justos e sentimentos generosos. Só esses seres podem trazer a paz ao seu redor: de todas as células do seu corpo, de todas as partículas do seu ser físico e psíquico, emana uma harmonia que impregna os mínimos atos da sua vida quotidiana."

Mais um excelente texto de Omraam Mikhaël Aïvanhov que nos revela que a PAZ é um estado do ser interno de cada um. Mas para que a PAZ exista e se instale de fato na Humanidade, é necessário que todos consigamos estar em Paz conosco próprios. Para tal é de fundamental importância que possamos sentir e entender os apelos da nossa alma.

Porém grande parte das pessoas descarta e prefere ignorar a sua alma. Há até quem duvide que a tenha, quanto mais estar uno com ela. A verdadeira integridade do Ser é nem mais nem menos do que sentir-se uno e coerente com o sentir da sua própria alma.

Só após, perante os seus atributos que são: a doçura, a candura e elegância, é que nela deves “cultivar” todos os dons e virtudes que te possam conduzir a uma verdadeira Paz interior.

Como diz o autor deste texto, mesmo que não estejas em contato com a tua alma, podes no entanto sempre escolher ter pensamentos justos e sentimentos generosos. Mas se tiveres dúvidas sobre eles então prefere deixares de criticar, objetar e julgar os outros de acordo com as tuas crenças, mitos e preconceitos. Afinal elas não são absolutas e são o resultado da tua educação, dos princípios e valores que te passaram, de toda a pressão psicológica que os média exercem, sobretudo no tipo de jornalismo sensacionalista que não se cansa de mostrar o pior do que o ser humano é capaz.

Também é verdade que te deixas atrair por essas sombras e chagas sociais, pois elas existem dentro de ti e de alguma forma a tua alma quer chamar-te à atenção para elas, para que as possas transmutar em Amor. É absolutamente hipnótico é o que é mais comum a todos os mortais.

Mas tu não és nada disso, no entanto deixas-te conduzir para estados de revolta e de ansiedade interior, mesmo que inconscientes, que são absolutamente o oposto da Paz que necessitas e queres ter. Se pudesses ver tudo isso com os olhos misericordiosos e compassivos de Deus, verias rigorosamente os mesmos fatos como aprendizagens evolutivas sem condenares ninguém. Isto não significa que não deva ser feita a justiça, nada disso, apenas o que muda é o teu olhar, o teu entendimento e discernimento.

Enquanto não conseguires ter este novo olhar, prefere ver e vivenciar toda a beleza, bondade e generosidade que também há e que se calhar até existe neste mundo em muito maior quantidade do que tudo o que te preferem mostrar de negativo.

Na medida em que fores tendo em atenção o teu sentir interior e as tuas escolhas conscientes de não criticares, objetares e julgares ninguém, nem mesmo a ti. Verás que aos poucos, uma enorme PAZ se irá instalar dentro de ti, pois essa é uma característica da tua verdadeira essência.

Vive pois em PAZ e sente-te por isso muito AMADO.

Fica bem.

A Mónada

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